Co-branding: porque sua marca deve adotá-lo!


O que é o Branding? A gestão de uma marca. Todo o trabalho feito para o reconhecimento, aceitabilidade e difusão da sua marca está relacionado a esse conceito. Mas, e o co-branding?

O co-branding é uma estratégia em que duas ou mais marcas reconhecidas no mercado se associam para melhorar seu reconhecimento frente aos concorrentes e conquistar o público-alvo.

Contudo, não basta saber apenas a definição! Vamos explorar agora alguns exemplos dessa prática, situações de risco e vantagens para o seu negócio. Dessa forma você estará bem nutrido de informações para planejar sua parceria!

Marcas que fizeram co-branding

Quem pode se beneficiar?

– Todos!

Os exemplos são intermináveis e em todos os tipos de setores: de tecnologia, de limpeza, de alimentos, de transporte… o que define o sucesso desse tipo de estratégia não é o seguimento do seu negócio, mas o planejamento de uma boa campanha. Veja só alguns exemplos:

OMO e Comfort

OMO e Comfort - Co-branding

A multinacional Unilever decidiu unir duas de suas marcas mais fortes; OMO, sabão em pó, e Comfort, amaciante para roupas. O resultado foi um sucesso de vendas e uma linha inteira de novos produtos que estão presentes em grande parte dos armários de limpeza em casas ao redor do mundo.

Bauducco e Ovomaltine

Bauducco e Ovomaltine embalagem

Uma mistura gostosa que não poderia dar errado. A Bauducco se uniu ao Ovomaltine para lançar um novo wafer. A novidade não ficou destinada apenas às prateleiras dos supermercados, as empresas lançaram uma campanha online com a hashtag #NãoTemComoDarRuim e o resultado não poderia ser mais assertivo.

GoPro & Red Bull: “Stratos”

GoPro e Redbull paraquedista

GoPro e Red Bull são duas empresas que não vendem produtos, mas sim um estilo de vida. Ambas têm uma presença muito forte no mundo dos esportes radicais, e usaram dessa afinidade para fazer uma ação bem ousada.

As marcas se uniram para patrocinar um basejump a aproximadamente 38 km de altitude. Sim, o co-branding foi baseado em um único evento radical que entrou para a história! Uma única ação com duração prática de alguns minutos foi o bastante para que as duas marcas tenham seus nomes citados sempre que o assunto for sobre esportes de alta adrenalina.

BMW & Louis Vuitton: The Art of Travel

BMW e Louis Vuitton carro e bolsas

Inicialmente pode parecer improvável uma união entre uma montadora de carros e uma marca de bolsas e malas, mas não é, basta uma intercessão. E, entre os nomes Louis Vuitton e BMW, essa característica em comum é o luxo.

A parceria resultou em um conjunto exclusivo de quatro malas que se encaixam perfeitamente no porta-malas do carro. Para quem ama o luxo, é difícil resistir à tentação de comprar esse conjunto.

O risco do Co-branding

O co-branding é arriscado como qualquer ação de marketing, seja ela uma parceria ou uma ação de branding individual da sua marca. A segmentação do público-alvo pode estar incorreta, a mensagem pode ser interpretada de forma negativa, o mote da campanha pode destoar dos valores da empresa etc.

Não é mais arriscado do que qualquer outra ação de branding tradicional, mas há um fator a se ter muita atenção: seu parceiro!

Não basta ter uma equipe bem alinhada e profissional, é preciso que seu parceiro também seja criterioso nesse ponto. Vamos ver alguns exemplos de ações de co-branding que falharam por conta de um mal planejamento.

Telesena – Restart e o erro de público-alvo

Não basta usar da imagem de qualquer celebridade para ter sucesso, um bom exemplo disso foi o fracasso total da campanha da Telesena de Páscoa. A banda Restart, sucesso na época, foi convidada para estrelar os comerciais da marca. E qual foi o erro?

Em primeiro lugar, o público-alvo. Restart foi um grupo de sucesso com jovens, em sua maioria adolescentes com menos de 16 anos. Por esse motivo, quem se interessava nos títulos de capitalização não tinha identificação com a banda.

O segundo motivo do fracasso, foi e desatenção (ou desrespeito) à própria legislação vigente, que proibia jovens abaixo de 16 anos de comprar títulos de capitalização. A campanha oferecia brindes, como figurinhas da banda, para um público que mal podia comprar o produto. O resultado foi a proibição da propaganda pelo Conar.

Fiat 500 e Jennifer Lopez

Uma celebridade deixando a poderosa Manhattan dirigindo um carro em seu bairro de origem gerando empatia, parece uma boa ideia não é mesmo?

Seria se ação já não tivesse começado errada. A Campanha My Word (Meu mundo) escalou J.Lo (Jennifer Lopez) para conduzir um Fiat 500 no Bronx, ou melhor… sua dublê. Isso mesmo, J.Lo sequer se aproximou do bairro natal, o carro estragou durante as filmagens e as fotos tiradas pelos figurantes foram para imediatamente na Internet.

O que deveria gerar empatia foi um gatilho para o descaso, ou até mesmo desprezo. A propaganda que deveria angariar fãs, apenas colecionou haters (odiadores), pois todos ficaram sabendo que a tônica da campanha sobre voltar às origens só existia no roteiro, já que J.Lo não quis voltar ao seu bairro sequer para gravar um comercial.

Co-branding na medida certa!

Supergêmeos

Os últimos dois exemplos podem ter sido um balde de água fria nas suas expectativas, mas não se desanime! Banho de água fria, só se for para esfriar a cabeça e planejar melhor o co-branding da sua marca.

Pesquise a marca parceira

A solidez e tamanho da marca que vai se aliar a você são importantes, mas não são tudo. Se sua empresa tem valores abertamente defendidos, é ideal que seu parceiro também os tenha.

Foi o caso da propaganda da Friboi contratando o cantor Roberto Carlos (vegetariano) para comer carne. A ideia acabou não ocorrendo como esperavam e a repercussão foi negativa.

Fica claro que além do alinhamento de valores, as marcas devem abraçar a campanha e estar dispostas a se posicionar paralelamente.

Estude seu público-alvo

Não importa se você já tem uma noção muito consolidada do seu público-alvo, durante uma campanha de co-branding você vai impactar pessoas diferentes. Serão impactados o seu público, o público do seu parceiro e o público da campanha, que pode ser inteiramente novo.

É preciso ter consciência de quem você quer atingir e trabalhar para que a comunicação esteja bem direcionada para essas pessoas.

Faça sua campanha na época ideal

O “quando fazer” é tão importante quanto o “o que fazer”.

Um exemplo é o da marca Jovem Nerd, que estava para lançar uma campanha de crowdfunding, mas, sabiamente, decidiu revogá-la. Na época, surgiu um escândalo por conta do crowdfunding da Bel Pesce, sendo assim seria muito arriscado ao Jovem Nerd lançar sua campanha e ser mal interpretado pela efervescência do assunto nas mídias.

Planeje a ação ideal

Planejar qual a campanha ideal, envolve vários aspectos, inclusive cada um dos tópicos que já citamos. É preciso refletir sobre o teor da campanha, o momento certo para veiculá-la, o parceiro ideal e todas as pequenas peculiaridades convencionais: investimento, segmentação de público etc.

Faça sua campanha!

Apenas faça! É uma prática com alto potencial de êxito, mas as recompensas só estão disponíveis para quem se arrisca! Não deixe que crenças limitantes atrapalhem seu negócio, se aventure, porém seja estratégico e criterioso: analise cada fator de risco e de sucesso, elabore um planejamento completo e execute com competência.

Esse é o caminho para que sua aliança tenha êxito e sabemos muito bem que uma estratégia bem elaborada é fundamental. Por esse motivo, se quiser um co-branding de sucesso, fale com a gente! 😉


Ramon Dúnadan

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