Mascote da empresa: por que NÃO ter um animal no escritório


Algumas empresas resolveram tornar o ambiente de trabalho mais lúdico trazendo um mascote para dentro do escritório. Seja o bichinho um réptil, mamífero, peixe, ave, etc. é preciso ter muito cuidado para não tornar a diversão, uma tortura.

Como é meu contato com animais de estimação? Tenho cães desde que sou uma criança, desde essa época também tenho uma tartaruga que deve chegar aos meus bisnetos, sou aquarista há cinco anos, criei hamsters e twisters (ratazanas) por 3 anos, e agora tenho dois gatinhos faz um ano e meio. Não, não moro em um zoológico.

Não sou profissional da área, mas faço questão de estudar muuuuito sobre qualquer animal ou planta que eu vá criar. Afinal, já que eles não estão em um ambiente natural, o mínimo que eu posso fazer é dar-lhes as melhores condições de vida. E com o que eu aprendi posso garantir: um escritório é um péssimo lugar para um animal se não forem tomadas todas as providências!

Como cães e gatos

Cachorro e gato deitados juntos à dona

Em 2013, uma pesquisa feita pelo IBGE mostrou que 44,3% dos lares têm pelo menos um cão e 17,7% têm ao menos um gato. Esses são os pets favoritos da população e, por isso, fortes candidatos a serem especulados como mascotes da empresa, portanto vamos começar falando desses amiguinhos.

Algumas necessidades básicas do animalzinho têm de ser respeitadas. Cães e gatos precisam se exercitar. É muito importante para saúde psicológica e física do animal que ele pratique atividades diariamente.

É improvável que eles tenham a liberdade de correr livremente por um escritório imenso, pois além de uma limitação de espaço, atrapalharia a concentração dos funcionários. Portanto é preciso ter pessoas disponíveis todos os dias para levá-los para passear.

Além disso, gatos são animais com temperamento, geralmente, mais complexo que os cães. Felinos são bichinhos muito carinhosos, mas diferentemente da maioria dos amigos caninos, costumam ter variações nas necessidades de atenção, assim como nós. Em um momento estão carentes de companhia, em outro preferem ficar cochilando sozinhos. Imagine como seria estressante para um animalzinho assim ser perturbado a cada minuto por uma pessoa diferente querendo dar carinho a ele.

E as responsabilidades não param por aí. Durante os fins de semana, o que será do mascote? Certamente alguém terá de levá-lo para casa e esse espaço também deve estar de acordo com as necessidades do animal.

Outra preocupação muito importante são os cuidados de higiene e saúde. Banhos, tosas, alimentação e consultas veterinárias são alguns dos gastos e cuidados recorrentes que devem ser considerados.

Por fim, é preciso ter atenção às pessoas. Aqui na Agência Open, temos mais de 50 funcionários, não é um número grande para falar de estatísticas, mas ainda sim temos duas pessoas com fobia a cachorros e outras duas com alergia; cinco com alergia a gatos, uma com fobia; e duas com fobia a roedores. Complicado ter um mascote e respeitar a todos, não é?!

Roedores no escritório

Ratinho na gaiola

Roedores de modo geral são ótimos pets pela economia de espaço, só precisam de um lugar arejado que os acomode bem (espaço suficiente para suas atividades recreativas), além dos cuidados de alimentação, de higiene e de saúde.

Roedores como os twisters (ratazanas) são muito inteligentes. Labirintos, brinquedos puzzles, truques, tudo isso é fichinha para esses roedores e por isso mesmo eles ficam com tédio muito facilmente se não tiverem atividades que os distraiam. Esse é o primeiro desafio em ter um roedor saudável em uma empresa.

O segundo problema está ligado à saúde, os veterinários competentes para atendê-los são especialistas em animais exóticos e silvestres, ou seja: têm um preço mais elevado. Meu primeiro hamster, por exemplo, teve complicações de saúde por razões genéticas, passou por uma cirurgia que custou R$ 700,00, fora a consulta de R$ 200,00 mais os remédios – isso em 2014. Sua empresa pagaria por um tratamento assim se fosse preciso para um animalzinho que custa R$ 20,00?

Outro problema enorme para a saúde desses bichinhos: eles têm hábitos predominantemente noturnos. É estressante para ele o barulho, as luzes e o movimento interno de uma empresa. É ideal que eles possam descansar bem durante a maior parte do dia e se divertir mais à noite/madrugada.

Aquário no escritório? Só o signo!

Peixes no aquario

Muito dificilmente você verá um aquário em uma empresa ou local público que não seja, na verdade, uma jaula de tortura. Peixes têm condições de luz, ruído, níveis químicos da água ideias para viver bem, mas pouquíssimos respeitam.

Amônia, PH, nitrito, nitrato, temperatura, decoração, níveis de dureza de água, tudo isso compõe a atmosfera em que o peixe vive. Alterações nessas condições podem deixá-lo doente e até levá-lo à morte. Um aquário com condições ideais custa caro, e mesmo peixes mais resistentes precisam de cuidados.

A luz excessiva, por exemplo, estressa os peixes; para a maioria das espécies costuma-se indicar que as luzes do aquário fiquem acesas por até 8 horas durante o dia. A limpeza da água é outra grande preocupação, tanques maiores exigem filtros canisters mais potentes e até presença de luz ultravioleta para controlar as bactérias indesejadas.

Isso pode parecer estranho, mas os peixes podem ser os pets mais caros dentre os citados! Os químicos, remédios, complementos e rações não são baratos. E não é interessante ignorar essas necessidades, afinal, o correto ao comprar/adotar um animal, é ter condições de dar a ele todos os cuidados necessários.

É possível que você esteja questionando “mas nas lojas eles ficam o dia todo com a luz ligada, isso é balela!” De fato, ficam mesmo, mas você pode garantir que os animais não estão com alto nível de estresse ou doentes? Sem dúvida você já deve ter lido alguma notícia sobre maus tratos a animais em lojas de pets, portanto, infelizmente, não podemos usá-las como exemplo.

Mascote na empresa está proibido?

De jeito nenhum! Os animais são uma excelente companhia e podem nos ajudar muito, inclusive a ter um dia de trabalho mais produtivo e menos estressante!

É claro que não devemos perder o foco das nossas funções, mas ter a companhia de um mascote pode melhorar muito a qualidade do nosso trabalho. Diversas pesquisas já foram feitas no sentido de identificar quais benefícios os animais de estimação nos trazem, dentre eles: a diminuição do estresse, diminuição dos sintomas da depressão, fortalecimento contra alergias, diminuição da chance de problemas de pressão, entre outros benefícios.

Mas o mais importante: o mascote precisa estar sempre saudável! Isso significa que independentemente de qual a espécie do animal, é preciso estudar bem todas os hábitos e necessidades dele e ponderar se sua empresa se adequa a tudo.

Além disso, é preciso ter consciência dos possíveis gastos extras em caso de doenças ou imprevistos do tipo. Lembre-se, um pet não é apenas um mascote, é antes de tudo um ser vivo, por isso só adote um bichinho para sua empresa se puder oferecer todas as condições para que ele viva bem e saudável.


Ramon Soares

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